A vida com todas as suas reviravoltas, com todas as suas idas e vindas, suas chegadas e partidas, seus sorrisos e lágrimas, é na verdade um amontoado de encontros e desencontros. Às vezes você viaja e, em questão de minutos passa a conhecer metade da história da pessoa que vai do seu lado e vice versa. Isso define um encontro. Outras vezes você conhece uma pessoa desde pequeno e jura que aquela pessoa será seu amigo para sempre, no entanto, no meio da jornada você descobre que aquela pessoa já não é tão familiar quanto você achava que era. E isso define um desencontro. Os caminhos são assim, às vezes seguem juntos como uma BR com várias faixas, outras vezes seguem em paralelo e embora próximos, permanecem separados. Ao longo da nossa existência inúmeras pessoas chegam para rechearem nossas histórias, mas ao mesmo tempo uma porção delas, acaba partindo. Vinícius de Morais, com todo seu intelecto e discernimento sobre a vida já dizia: “A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros na vida”. Algumas pessoas simplesmente não nasceram para serem amigas, por isso se diz que “o santo não bateu”, outras pessoas não nasceram para serem inimigas e são definidas como “amigos de fé, irmãos camaradas”, algumas entram na vida de outras como um foguete, não demoram muito mais deixam uma mensagem de amor e amizade quando partem, outras por sua vez, não nasceram para ficarem juntas e amarem- se como um casal e acabam sofrendo com o amor não correspondido.
Enfim, tudo perdura seguindo em frente, quer aceitemos ou não, a vida continua a cada badalar do relógio. Você chega, você sai, você encontra, você perde, você chora, você sorri, você agradece, você pede desculpas e, independente do que aconteça a roda da vida permanece girando a cada recomeço, a cada fim, a cada certeza e a cada dúvida. Permanece se cumprindo, como um destino traçado a cada encontro e a cada desencontro.

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