É quando começamos a ver colorido o que até então, era preto e branco.
Sabe aquela sensação estranha que você sente na boca do estômago como se mil borboletas fizessem uma festa inesperada dentro de você? Sabe aquela suadeira esquisita que dá em suas mãos inexplicavelmente quando aquela pessoa se aproxima de você? Sabe aquela ansiedade maluca que te faz planejar e desejar mil coisas de uma vez só e em questão de segundos? Sabe aqueles suspiros contínuos que surpreendentemente começam a acontecer quando você pensa em uma certa pessoa? Sabe aquela primeira vez que você vê alguém e de repente seu coração do nada acelera? Então, esses são os sintomas. Isso mesmo, os sintomas enigmáticos do amor, que por vezes é nossa cura e por vezes nossa doença.
A primeira vez que isso aconteceu comigo, todos esses sintomas tão contrários, eu me senti a pessoa mais esquisita do mundo. As sensações eram tão involuntárias, que eu nem sabia por que estavam acontecendo. A princípio eu achei que estava ficando doente, sei lá, talvez fosse alguma virose nova, algum vírus mutante que ainda não havia sido estudado e que naquele momento estava me contagiando rápido demais para ser detido. Eu olhava para o garoto e uma luz parecia o envolver. Quando ele sorria, eu ficava hipnotizada. Quando eu ouvia a sua voz, todos os outros sons emudeciam. A sensação era que ele parecia uma criatura divina e eu uma mera mortal. E então, depois de todos os sintomas e sinais, depois de todo frio na barrida e sorrisos bobos, eu descobri de que doença todos esses sintomas se tratavam. A doença se chamava: O PRIMEIRO AMOR. Como assim? Para tudo que eu tô confusa. Todas essas coisas estranhas que eu sentia, todas aquelas sensações contrárias, tudo aquilo era apenas por causa do amor? UAU! Vai se entender né?. Mas o amor é assim mesmo, sorrateiro demais, intenso demais, contraditório demais e acima de tudo grandioso demais. Você deseja conhecê-lo, mas tem medo de senti-lo. Você confia nele, mas tem dúvidas se o seu coração irá aguentar tanta intensidade.
Certa vez assistindo a um filme, vi o protagonista ler um poema para a sua amada que dizia: “ Eu te amo sem saber como, nem quando, nem de onde, te amo simplesmente sem complicações, nem orgulho. Assim te amo porque não conheço outra maneira, tão profundamente que sua mão em meu peito é a minha. Tão profundamente que quando fechas os olhos contigo eu sonho.” Eu não sei o nome do poeta e muito menos sei em que ano ele foi escrito, a única coisa que sei é que seja em que época for, seja em que situação for, seja em qualquer lugar do mundo o amor permanece intacto, com seus sintomas perpétuos, invadindo sorrateiramente os corações. Não há controle, não há remédio, não há como o barrar, cedo ou tarde ele encontrará uma forma de te render. A. C. já dizia: “ Quando trêmulos suspiros enchem o peito e mãos unidas por acaso fazem logo vibrar com deliciosa dor os pulsos e os nervos de dois seres. Quando olhares que antes sem pejo se encontravam, agora se procuram e procurando-se fogem de uma consciente e extática contemplação. Será este o verdadeiro começo? O prelúdio das tensões do amor que os anjos lá no céu entoam? Ou tudo não passa se uma vulgar cantiga que todos que ao luar suspiram aprendem tão depressa e com perfeição? Ah! Quando tudo já houver sido pensado e dito, ainda assim o coração continuará governando a cabeça”
Enfim, acho que por isso ninguém esquece a primeira vez que sentiu todas aquelas sensações estranhas, por isso ninguém esquece as milhares de coisas que se passaram ao mesmo tempo em suas cabeças, por isso ninguém esquece o primeiro amor.




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